Centro de Estudos de História Religiosa
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Encontros Científicos

10 de março - Apresentação do projeto «Claustra - Atlas de espiritualidade feminina nos reinos peninsulares (1100-1545)»

Local: Sala Brasil  (1º piso Ed. Biblioteca. UCP Lisboa)
Horário: 18h

Blanca Gari*
(Professora Catedrática da Universidade de Barcelona, Investigadora principal do projeto Claustra)
Sobre o projeto
CLAUSTRA. Atlas de espiritualidade feminina dos Reinos Peninsulares sécs. XII-XVI

"Hortus conclusus soror mea sponsa, hortus conclusus, fons signatus" (Cc 4, 12)

   CLAUSTRA é uma plataforma ativa destinada à comunidade científica e acessível através da internet. Consta de um Atlas e de um catálogo formado pelas fichas descritivas dos diversos espaços de espiritualidade feminina. CLAUSTRA nasce da necessidade de aceder a um conhecimento sistematizado e visual da origem, desenvolvimento e transformação dos espaços de espiritualidade feminina na Idade Média Peninsular.
O Atlas é composto por mapas dos Reinos Peninsulares ligados a uma barra cronológica que vai de 1100 a 1600, com uma periodicidade de 25 anos. Neles se mostra a origem e evolução (mudanças de assentamento, mudanças de ordem, etc.) dos diversos espaços de religiosidade feminina: desde a existência de núcleos de reclusas, beguinas, terciárias independentes ou de vida comunitária, até à aparição de ordens fundadas na passagem da Idade Média à Moderna, terminando, pelo menos por agora, no Concílio de Trento (1545-1563). As entidades religiosas que vão aparecendo nos mapas permitem aceder às fichas correspondentes do catálogo. Este oferece um estado da questão do que hoje sabemos sobre cada uma das comunidades, com ligações aos correspondentes estudos, teses, arquivos, bibliotecas, etc. O catálogo permite critérios diversos de busca e, por sua vez, dá acesso aos mapas do Atlas. As fichas do catálogo e a cartografia dos mapas permanecem sempre abertas a possíveis investigações futuras.
  CLAUSTRA é o resultado da investigação do Grupo TEF (Topografia da Espiritualidade Feminina), mas quer ser, ao mesmo tempo, um instrumento de divulgação, projeção e avanço para ulteriores investigações.


Os espaços de espiritualidade feminina
   A tradição medieval do jardim fechado encontra expressão, desde o início, nos claustros monásticos medievais, que constituem uma das suas principais arquitecturas simbólicas. Mas os claustra, para além das suas expressões arquitectónicas concretas, são por sua vez os espaços da experiência interior e da metáfora do coração face à espiritualidade medieval. Queremos aludir a ambos os planos de significação ao recolher sob o nome de Claustra esta proposta de investigação e divulgação da história da espiritualidade feminina nos reinos da Península Ibérica.
  Indagar sobre a espiritualidade feminina da Península Ibérica é uma exigência científica colocada pela própria historiografia da espiritualidade medieval das últimas décadas. Desde há anos que a investigação dedicada à espiritualidade medieval levantou a hipótese, confirmada cada vez com maior certeza, da existência de uma mudança importante nas formas de religiosidade e espiritualidade do Ocidente no âmbito da sociedade feudal e dos novos modelos de urbanização nela inscritos. Para além das diferenças entre umas regiões e outras, há traços comuns que podem desenhar-se com bastante precisão para todo o mundo Ocidental. Dentro do conjunto, um dos aspectos que mais surpreendeu e ao mesmo tempo mais contribuiu para transformar a nossa visão da Idade Média foi a descoberta do protagonismo excepcional das mulheres e do peso quantitativo e qualitativo dos espaços de religiosidade feminina: mosteiros, conventos e beatérios, que entre os séculos XII e XVI modificaram por completo a paisagem da geografia sagrada das cidades e terras do Ocidente.

A equipa
   O Grupo TEF (Topografia da Espiritualidade Feminina) é composto por investigadoras e investigadores dos âmbitos universitário e científico nacional e internacional. Trata-se de um grupo interdisciplinar de pessoas procedentes de História, História da Arte, Biblioteconomia, Arquivística e Filologia. O Grupo TEF pertence ao Instituto de Investigação em Culturas Medievais (IRCVM) da Universidade de Barcelona.

Investigadora Principal
· Blanca Garí (Universidade de Barcelona)

Investigadores
· Maria del Mar Graña (Universidade de Comillas)
· Concepción Rodríguez (Universidade de Barcelona)
· Núria Jornet (Universidade de Barcelona)
· Cristina Santjust (Universidade Autónoma de Barcelona)
· Anna Castellano (Museu-Mosteiro de Pedralbes)
· Ana Maria S. A. Rodrigues (Universidade de Lisboa, Portugal)
· Maria Filomena Andrade (Universidade Aberta, Portugal)
· Jill Webster (Universidade de Toronto, Canada)
· Núria Silleras (Universidade de Colorado, EEUU)
· Gemma Collesanti (Universidade de Nápoles, Italia)
· Delfina Isabel Nieto (doutoranda, Universidade de Barcelona)
· Araceli Rosillo Luque (doutoranda, Universidade de Barcelona)
· Carme Aixalà (Museu-Mosteiro de Pedralbes)
· Laia de Ahumada (Dra. em Filologia, Universidade de Barcelona)
· Mercè Gras (Lda. História, Universidade de Barcelona, Arquivo dos Carmelitas Barcelona)
· Victor Mata (Ldo. História, Universidade de Barcelona, DosPunts. Gestão e Cultura)
· Marià Hispano (Ldo. História, Universidade de Barcelona, DosPunts. Gestão e Cultura)
 


*Blanca Garí é Professora Catedrática de História Medieval na Universidade de Barcelona e membro do Institut de Recerca en Cultures Medievals (IRCVM). Desde os anos noventa trabalha no campo da espiritualidade medieval, especialmente no âmbito da religiosidade feminina. Participou em projetos nacionais e internacionais, sendo entre 2008 e 2011 a coordenadora do projeto Topografia de la Espiritualitat Femenina als regnes Peninsulars, assim como atualmente do projeto CLAUSTRA- Atlas de espiritualidad femenina en los reinos Peninsulares. Publicou múltiplas monografias e artigos sobre misticismo, práticas devocionais e espiritualidade na Baixa Idade Média. Entre as suas obras destacam-se a edição e tradução da obra de Marguerite Porete: El Espejo de las almas simples (Siruela, Madrid 2005); a monografia publicada juntamente com Victoria Cirlot La mirada interior. Escritoras místicas y visionarias de la Edad Media (Siruela, Madrid, 2008); e o livro coletivo recentemente publicado sob a sua coordenação Redes femeninas de promoción espiritual/Women's Networks of Spiritual Promotion (IRCVM-Medieval Cultures I-II, Viella, Roma 2013).

Cartaz

Entrada livre.



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