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CITER - Centro de Investigação em Teologia e Estudos de ReligiãoInício | Voltar | Imprimir

Lições (italianas) sobre os Estudos de Religião

Enzo Bianchi, fundador da comunidade monástica de Bose, é um monge secular, teólogo e ensaísta. A sua comunidade propõe uma escolha de vida cristã orientada para a radicalidade evangélica, que conjuga a tradição monástica em chave ecuménica, acolhendo monges católicos, protestantes e ortodoxos. O trabalho, a oração, a meditação da Palavra na lectio divina e a pregação catequética são os principais carismas desta Regra monástica. A comunidade de Bose não é uma ordem religiosa, mas uma associação de fiéis que vinculam a sua vida comunitária às regras da fidelidade ao Evangelho, da comunhão de bens e do celibato. Autor de um grande número de livros, colaborador regular de inúmeros jornais e revistas, consultor do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Enzo Bianchi é uma das figuras de referência do catolicismo italiano: a nova humanidade que nasce do encontro com Cristo encarna-se na sua vida e na sua palavra num luminoso testemunho de fé em Cristo e de fidelidade ao homem e à Igreja.

Massimo Cacciari é professor emérito da Faculdade de Filosofia da Universidade Vita-Salute San Raffaele de Milão, do qual foi co-fundador e primeiro Presidente. Foi professor de Estética na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Veneza e Diretor do Departamento de Filosofia da Academia de Arquitetura de Lugano de 1998 a 2005. Foi co-fundador e co-diretor de algumas das revistas que marcaram a vida política, cultural e filosófica italiana entre os anos ‘60 e ‘90, de Angelus Novus a Contropiano, de Laboratorio Politico a Centauro e Paradosso.
Conhecido internacionalmente, ensina em várias universidades europeias e as suas obras estão traduzidas em muitas línguas. Combinou sempre as atividades científicas e culturais com um forte compromisso civil e político que o levou a ocupar o cargo de Parlamentar Europeu e de Presidente da Câmara Municipal de Veneza.

Se for verdade que a categoria do humanismo caracteriza o ‘nascimento' da sociedade moderna como um ‘renascimento', no qual recuperar a continuidade com o passado constitui a condição para criar algo de radicalmente novo, reatar com a grande tradição do humanismo italiano é um passo indispensável para começar esta jornada para o futuro. A filologia é dimensão essencial de um pensamento que se reconhece como dialógico, processual, nascido do encontro crítico com o passado para produzir propostas de interpretação do presente.
No nosso projeto, a focalização desta passagem está confiada ao contributo do professor Cacciari, autor de um estudo fundamental sobre os humanistas italianos, que se apresenta como uma introdução histórico-filológica a um pensamento humanista do presente. Nesta reconstrução, o professor Cacciari mostra como a natureza dialógica da reflexão humanista não interessa apenas a interlocução com os autores do passado, mas também com o homem do futuro, numa radicalidade trágica (por encarar um desafio impossível) que obriga a razão a questionar as razões da fé, numa confrontação não pacífica, mas inquieta e dolorosa, num diálogo que é também disputa irreconciliável e sem fim. Tendo isto em conta, esta complexidade será transmitida de forma mais efetiva, se não for formulada apenas em termos de conteúdos, mas for explicada na forma da sua partilha, de modo que a intervenção do professor Cacciari será concebida na modalidade de diálogo-disputa em que se confrontam, colidem e se encontram duas tradições, duas imagens do futuro, dois recursos de humanidade - a razão e a fé. O filósofo Massimo Cacciari e o monge leigo Enzo Bianchi são convidados a falar-nos de humanidade trágica e humanidade crucificada, perguntando-se o quão ‘sustentável' seja uma humanidade desprovida de futuro, que des-espera, ao reconhecer a própria condição trágica, e quão o seja uma humanidade que escandalosamente afirma poder esperar precisamente a partir da cruz, dando-se um futuro a partir da morte.



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